Dermatologistas reforçam necessidade de protetor solar no couro cabeludo de carecas e calvos

Pessoas sem cabelo ou com áreas de calvície devem incluir o couro cabeludo na rotina de fotoproteção, alertam especialistas da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). A recomendação vale para todo o ano, independentemente de o dia estar ensolarado ou nublado.

Exposição direta aumenta risco

Segundo Carlos Barcaui, presidente da SBD, a cabeça, as orelhas e a nuca ficam mais expostas à radiação ultravioleta (UV) quando não há fios de cabelo para proteger a pele. Essa exposição direta está ligada ao desenvolvimento de câncer de pele, o tipo mais frequente no país. Entre os tumores, destaca-se o carcinoma basocelular — o mesmo removido recentemente do couro cabeludo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Radiação acumulativa

O dermatologista Flégon David, também membro da SBD, lembra que os danos causados pelos raios UV são cumulativos. “Mesmo quem não gosta de tomar sol se expõe diariamente apenas ao caminhar na rua”, afirma.

Como aplicar o produto

Especialistas recomendam espalhar o filtro solar nas áreas descobertas, incluindo entradas, coroa, nuca e orelhas. O uso deve começar a partir dos dois anos de idade, todos os dias, em camada generosa. Barcaui sugere fórmulas mais fluidas — em spray ou loção — para facilitar a chegada do produto ao couro cabeludo.

David indica protetores faciais para evitar brilho excessivo e odor característico de praia. O fator de proteção solar (FPS) deve ser, no mínimo, 30; pessoas de pele mais clara devem optar por FPS 50 ou superior.

Horário e reaplicação

O filtro deve ser passado de 15 a 30 minutos antes da exposição e reaplicado a cada duas horas — ou com mais frequência em caso de suor intenso ou contato com água.

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Imagem: Internet

Bonés e chapéus complementam a barreira

Além do protetor, o uso de bonés e chapéus amplia a proteção. Enquanto o boné faz sombra principalmente no rosto, o chapéu, com aba mais larga, também cobre orelhas e nuca. Mesmo sob a sombra do acessório, a camada de filtro solar continua indispensável.

Com essas medidas combinadas, dermatologistas afirmam ser possível reduzir significativamente o risco de lesões cutâneas na região da cabeça.

Com informações de Folha de S.Paulo

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