Lula reafirma soberania do Brasil na exploração de minerais críticos e inaugura novas linhas do Sirius

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta segunda-feira, 18 de maio de 2026, que o país “não abre mão de sua soberania” sobre a exploração de minerais críticos e terras raras existentes em território nacional. A afirmação foi feita durante cerimônia no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP).

Segundo Lula, empresas estrangeiras podem se associar ao Brasil, desde que respeitem a primazia nacional sobre esses recursos. “Pode vir chinês, alemão, francês, japonês, americano. Pode vir quem quiser, contanto que compreenda que os minerais críticos e as terras raras são nossos e queremos explorá-los aqui dentro”, pontuou.

Supermicroscópio Sirius ganha quatro novas linhas

O evento marcou a inauguração de quatro linhas de luz síncrotron — Tatu, Sapucaia, Quati e Sapê — no acelerador de partículas Sirius, considerado o maior equipamento científico já construído no país. O investimento, de R$ 800 milhões, é financiado pelo novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

As novas linhas ampliam a capacidade nacional de pesquisa em áreas como saúde, energia, agricultura, clima e nanotecnologia. A Tatu, por exemplo, opera na faixa dos terahertz e deverá impulsionar estudos em materiais quânticos e nanofotônicos. Já a Sapucaia foca em nanopartículas, proteínas e catalisadores; a Quati é voltada a indústrias petroquímica e farmacêutica, além de investigações em terras raras; e a Sapê buscará avanços em materiais para energia, saúde, infraestrutura e semicondutores.

Apoio à pesquisa brasileira

Lula destacou que pesquisadores do CNPEM terão papel central no mapeamento dos minerais estratégicos. “Não podemos depender só de cavar buracos; precisamos de inteligência, ciência e conhecimento de vocês para dar um salto de qualidade”, disse, acrescentando que “qualquer quantidade de milhões” investida será pequena diante dos benefícios futuros.

A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovações, Luciana Santos, afirmou que a ampliação do Sirius coloca o Brasil em posição de liderança científica. “Antes do Sirius, dependíamos de laboratórios estrangeiros para estudos avançados. Agora mostramos que conhecimento também é soberania”, declarou.

Inovação em saúde

Na mesma cerimônia, Lula e o ministro em exercício da Saúde, Adriano Massuda, lançaram a pedra fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde. A iniciativa, que terá o CNPEM como executor inicial, busca desenvolver tecnologias estratégicas para o Sistema Único de Saúde (SUS), reduzindo a dependência de produtos importados.

Entre os focos do programa estão biomoléculas, biossensores, dispositivos médicos e novos métodos de diagnóstico, com o objetivo de fortalecer a autonomia tecnológica do país no setor.

Com informações de Agência Brasil

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